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Diário de bordo: SiNUS – Brasília pt. III

Posted by Murilo Romulo em agosto 11, 2008

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Post de 11 de maio.

 

Mais uma vez, cá estou eu escrevendo sobre a saga em Brasília. A pedidos, detalharei alguns trechos e farei citações.

O segundo dia de discussões fora mais produtivo que o primeiro, já que mantivemos discussões melhores e produzimos mais documentos. O único problema foi o fato de a sessão ter sido curta. Devidos alguns esporros por parte da mesa durante o primeiro dia, o comitê estava muito preocupado em produzir documentos, porém as discussões estavam um pouco travadas. Achei os esporros extremamente exagerados, pois há sim outros meios de fazer um comitê produzir. Embora tenha feito o comitê acordar, foi uma intervenção exagerada por parte da mesa. Isso, mais tarde, apareceu como algo que foi recomendado por secretários. Um erro um pouco grave, no meu ponto de vista.

Com o fim da sessão, fomos conhecer um pouco de Brasília. Combinamos de visitarmos o Memorial JK, uma espécie de museu mantido pela família de nosso ex-presidente, este fundador de nossa capital. O Memorial é simplesmente maravilhoso, roupas usadas pelo casal Kubitschek em posses e condecorações, brasões recebidos por Juscelino, além de vários documentos como papéis de campanha presidencial e metas de governo. Algo muito interessante é o túmulo do presidente. A parte mais sensacional, porém, é a biblioteca do presidente. Simplesmente levaram a biblioteca do Palácio do Catete, no Rio, para Brasília. Desde os móveis que decoravam até as coleções de Shakespeare (6 volumes, primeira coleção de JK, doados pela rainha Elizabeth) e Winston Churchill (6 volumes, nomeados “The Second World War”, o que me fez ter arrepios pela vontade de lê-los). Clássicos da literatura brasileira também marcavam presença. Fiquei simplesmente impressionado.

Após um dia cansativo, não me restou outra opção a não ser descansar e me preparar, já que as sessões e a festa prometia. Como imaginei sessões foram quentes. Uma decepção nesse dia foi a visível bagunça do administrativo da SiNUS. A organização estava fraca e chegou a ponto de faltar martelo no meu comitê. Sim, faltou martelo. Nessa situação, emprestei meu desodorante para pelo menos os delegados ouvirem as batidas na mesa. Talvez a explicação disso seja a grande preocupação que se tinha com a venda de convites e preparação para a festa. Problemas logísticos a parte, aceleramos as discussões do comitê e projetos de resolução começaram a ser feitos. Choveram mais documentos e conseguimos focar as discussões.

Enquanto começávamos a produzir uma boa resolução para o comitê, outro problema. Crise! Todavia, uma crise que não pode ser considerada crise, já que a presença de professores conselheiros continuou permitida, o que, na minha visão, foi um gravíssimo problema para toda a simulação, pois interferiram demais nos debates por meio de conversas com delegados, muitas vezes dentro do comitê. A crise foi uma movimentação militar por parte de Israel próximo a fronteira de Gaza. Algo que me chocou foi a intervenção do diretor diretamente com a minha pessoa. A recomendação era apoiar o delegado do Egito, que defendia a ocupação militar na fronteira da Faixa de Gaza por parte dos palestinos. Qualquer um que entenda um pouco do conflito, sendo um delegado da jordaniano, não apoiaria, já que a Jordânia possui uma grande dependência econômica com os EUA. Um apoio militar causaria um corte de relações com os americanos e uma crise na Jordânia. Lamentável. Em meio a uma “crise” terminava o terceiro dia de sessões.

Novamente, como ninguém é de ferro, festa!! Festa em uma tenda enorme, dentro da UnB. Prometia muito e foi muito além de minha expectativa. Parede de escalada, guerra de cotonetes, apresentação de grafite, comidas, bebidas e doces. Tudo muito bom. Tudo em fartura. A música então, incrível. Uma grande variedade de músicas, misturas inusitadas, porém boas. Novamente, funks que nunca tinha ouvido, algumas músicas que nunca imaginei serem tocadas em baladas, porém mixadas com excelência, o que fez da festa melhor ainda, além dos clássicos psy, techno, retrô e forró. Algo marcante nessa festa foi a animação das pessoas. Todos estavam a mil, pulando e dançando. Até me enrolei em uma bandeira da minha segunda casa, Minas Gerais (valeu Nogueira). Para ter-se uma noção de como estava boa a festa, Teresa e eu dançamos até o fim, quando havia menos de 10 pessoas na pista e a música já parando. Assim acabava o penúltimo dia em Brasília, todos cansados, ansiosos e tristes pelo último dia.

Espero postar o fim da aventura nos próximos dois dias, quando tiver oportunidade, prometo escrever.

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