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Ingrid Betancourt – vitória ou derrota?

Posted by Murilo Romulo em agosto 21, 2008

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Post de 4 de julho

Quarta-feira, 2 de julho de 2008, aproximadamente 16:15 no horário de Brasília. Ingrid Betancourt, principal refém política das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, é anunciada pelo Ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, como resgatada. Junto dela, outros 14 reféns libertados, 3 estadunidenses e mais 11 militares colombianos.

Imediatamente após a libertação, tive a notícia de que as FARC teriam entregado os reféns ao exército colombiano, o que soou estranho. Imaginei que, provavelmente, algum tipo de negociação teria ocorrido, assim como aconteceu no resgate de outros reféns alguns meses atrás. Mais tarde, os meios de comunicação de massa comunicaram que uma ação (obscura, diga-se de passagem) do exército colombiano teria resgatado as vítimas. Segundo informações, militares colombianos estariam disfarçados de trabalhadores humanitários quando conseguiram chegar ao acampamento. Os supostos voluntários levariam os reféns de helicóptero para se encontrarem com o líder das FARC. O helicóptero, porém, era do exército e teria aterrissado próximo do acampamento.

Ainda no dia da operação, o embaixador norte-americano em Bogotá, William Brownfield, afirmou que a operação teve grande ajuda dos Estados Unidos, inclusive com o intercâmbio de inteligência, equipamentos e alguns conselhos. Isso seria o normal para um país que recebe tanta ajuda dos Estados Unidos, principalmente para questões militares. Além disso, o presidente George Bush tinha conhecimento da operação secreta, assim como o candidato à presidência do mesmo partido, John McCain.

Contradizendo, um pouco mais tarde, o Ministro da Defesa colombiano afirmou com veemência que a operação foi 100% colombiana, tendo Washington exercido papel nulo na realização. Segundo ele, os estadunidenses não tiveram nenhuma participação direta, apenas “calibraram” algumas coisas. Para piorar a situação, hoje o noticiário israelense Ha’aretz divulgou que a ação do exército colombiano teve ajuda de dezenas de especialistas em inteligência e segurança, além de ter recebido coordenação da empresa Global CST, cujo proprietário é o ex-chefe de planejamento do Estado de Israel, Israel Ziv. Segundo fontes da companhia, também foram vendidos equipamentos de segurança, tecnologia e inteligência para a realização do resgate. A empresa fornece ajuda em questões de segurança ao governo do Estado judeu. De acordo com o jornal de maior tiragem no país, o Yedioth Ahronoth, os israelenses tiveram participação no que tange infra-estrutura operacional e inteligência.

Para piorar a situação, a Rádio Suíça Romanda apurou de fontes ligadas aos acontecimentos que as FARC teriam recebido a quantia de US$20 milhões para libertação dos reféns. Além disso, o dinheiro envolveria transações com os Estados Unidos. Imediatamente a França negou envolvimento. De acordo com a rádio, a “encenação” faz parte da política de Álvaro Uribe Velez, presidente da Colômbia, e teria como objetivo manter a linha de não negociar com terroristas.

Portanto, minhas dúvidas não eram tão absurdas como pareciam. A princípio, belo trabalho do exército colombiano, este bancado pelo Plano Colômbia. Para as massas, uma vitória contra o terrorismo. Na prática, uma derrota humilhante.

 

Led Zeppelin – Rock and Roll

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