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LHC e o desenvolvido ensino brasileiro

Posted by Murilo Romulo em setembro 11, 2008

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10 de setembro de 2008. Um dia para a história da humanidade, sem dúvidas. O LHC, sigla de Large Hadron Collider, ou Grande Colisor de Hádrons, entrou em operação ontem, como era previsto, e alcançou êxito em seus primeiros testes. O LHC é o maior acelerador de partículas do mundo, fazendo com que prótons atinjam velocidades muito próximas à da luz. Construído pelo CERN, sigla francesa de Organização Européia para Pesquisa Nuclear, o equipamento está construído a 100m abaixo do nível do solo, na região da fronteira da França com a Suíça.

O equipamento consiste em um grotesco túnel circular com o comprimento de míseros 27km de comprimento. O projeto contou com a colaboração de aproximadamente 8 mil cientistas do mundo inteiro, inclusive brasileiros da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, da Universidade Estadual de Campinas e da Universidade Estadual Paulista. Estimativas apontam que o custo, até agora, está em torno da bagatela de US$8 bilhões. Além disso, o projeto já durou aproximadamente 30 anos.

Na manhã de ontem, o acelerador realizou o primeiro teste, com partículas contornando toda sua extensão nos sentidos horário e anti-horário. Assim, o primeiro passo para a colisão de partículas já foi dado.

Enquanto vemos cientistas do mundo inteiro afirmando que este foi o dia mais importante para a ciência de todo o século XXI, as coisas não andam tão bem assim aqui no Brasil. Nosso mais famoso acelerador de partículas está no Instituto de Física da USP, o Pelletron. O equipamento não é circular, como o LHC, mas linear, o que restringe bastante o campo de pesquisa. Além disso, atinge de 10 a 15% da velocidade da luz, muito distante dos maiores do mundo.

Concordo sim que é extremamente gratificante ver a participação de brasileiros no projeto do maior acelerador de partículas do mundo. Todavia, do que adianta para nós, brasileiros, um equipamento na Europa? Nossas universidades continuam no Brasil.

O mais intrigante: nosso acelerador de partículas foi instalado em 1972, ou seja, há 36 anos. Desde então, vários outros foram desenvolvidos mundo afora e o Brasil continuou com essa modernidade. Por isso que é loucura comparar nossas universidades com outras ao redor do mundo. Em um sentimento nacionalista, a USP é um centro acadêmico de excelência, referência no mundo inteiro. Na realidade, é um instituto atrasado no tempo.
Chico Buarque – Roda Viva

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