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Jornal Nacional 1994: Direito de resposta de Leonel Brizola

Posted by Murilo Romulo em outubro 30, 2008

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Leonel de Moura Brizola é, sem dúvidas, um dos nomes mais importantes da história da política brasileira. Apareceu na cena política ao ser lançado por Getúlio Vargas e, até hoje, foi o único político na história brasileira a ser eleito pelo povo para governar dois estados diferentes, no caso, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Casado com Neusa Goulart, teve grande participação na presidência de seu cunhado, João Goulart. Todavia, a força trabalhista liderada por Jango e apoiada por Brizola, causou grande temor para a elite conservadora. Tal pressão resultou no Golpe Militar de 1964, ano em que se iniciavam as campanhas para eleições presidenciais do ano seguinte, com Brizola aparecendo entre os três principais concorrentes. Logo após o golpe, Brizola se exilou no Uruguai, junto de Jânio Quadros, João Goulart e Luis Carlos Prestes; seu nome estava na lista de cassados do Ato Institucional Número Um (AI-1).

Após exílio no Uruguai, nos Estados Unidos e em Portugal, Brizola retornou ao Brasil e liderou uma frente para retomada do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), porém a sobrinha de Getúlio Vargas, Ivete Vargas, foi quem assumiu a liderança do partido. A derrota fez com que Brizola fundasse o Partido Democrático Trabalhista (PDT), único partido brasileiro a participar da Internacional Socialista, que teve Brizola como vice-presidente. Logo antes de sua morte, em 2004, foi eleito presidente de honra da organização.

Em 1982, um dos mais famosos casos de tentativa de fraude desgastou ainda mais a relação entre Brizola e Roberto Marinho: o Caso Proconsult, no qual os votos nulos iriam para o maior candidato concorrente ao PDT. O caso foi denunciado e contava com o apoio de Roberto Marinho e da Rede Globo, que apoiara o regime militar, anos antes. Em seu governo, Brizola criou o sambódromo carioca, que anos mais tarde gerou mais uma polêmica com Roberto Marinho. A Globo tinha direito exclusivo para a transmissão do carnaval carioca, porém Brizola quebrou o monopólio e concedeu o direito também a Rede Manchete. Assim, a Globo não transmitiu o carnaval por alguns anos, entretanto logo voltou atrás, devido a queda na audiência.

Em 1989, a Globo fez acusações pessoais contra Brizola em rede nacional. Isso fez com que a popularidade do candidato a presidência caísse, já que liderava as pesquisas presidenciais. Tal fato resultou em um terceiro lugar nas eleições, 0,5% atrás de Luis Inácio Lula da Silva. No segundo turno, Lula perdera as eleições para o candidato Fernando Collor de Melo, do pequeno Partido da Reconstrução Nacional (PRN). O sucesso de Collor aconteceu principalmente pelo fato de ter obtido apoio ferrenho da Rede Globo.

O ápice da discórdia entre Brizola e Rede Globo ocorreu em 1992, quando o político foi chamado de “senil” no jornal O Globo e no Jornal Nacional. Tal ofensa acarretou em um direito de resposta por parte de Brizola, concedido pela justiça. A resposta foi lida por Cid Moreira dois anos mais tarde, em rede nacional. O caso marcou a história da televisão brasileira. Em 1994, mais uma vez o ex-governador teve problemas com acusações da Rede Globo, resolvidas logo em seguida.

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