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Um fenômeno chamado Barack Obama: de “Segundo Candidato” para Presidência dos Estados Unidos

Posted by Murilo Romulo em novembro 5, 2008

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4 de novembro de 2008, um dia para entrar para a história. A mais importante nação do mundo tem um presidente negro eleito. Pela primeira vez na história, os Estados Unidos da América elegem um presidente negro; uma grande mudança, assim como dizia o principal slogan de Barack Hussein Obama. Pode-se dizer que um dos grandes motivos para a vitória do Democrata seja o ideal de mudança.

 

Um presidente negro, com pai muçulmano nascido no Quênia, que venceu na vida quando ganhou uma bolsa de estudos nos Estados Unidos; 47 anos, ou seja, relativamente inexperiente. A princípio, o perfil representaria um empecilho para Obama desde sua pré-candidatura. Outro desafio do presidente eleito era vencer a ex-primeira-dama Hillary Clinton nas prévias.

 

Com um discurso voltado para seus eleitores e o grande repúdio ao atual presidente Republicano, Obama ganhou muita popularidade, principalmente por ter um perfil diferente do “padrão” de políticos norte-americanos. Acusado por John McCain de possuir ideais socialistas, o candidato Democrata prezou sempre por um discurso considerando todas as camadas sociais, etárias e étnicas. Diante disso, pode-se dizer que os jovens, idosos e negros tiveram um papel fundamental para a vitória.

 

Até o futebol americano, esporte mais popular dos Estados Unidos, contribuiu para a vitória Democrata. O time da capital americana, o Washington Redskins, representa uma “prévia” da eleição presidencial. Nas últimas 18 eleições, ou seja, desde 1937, com a eleição de Franklin Roosevelt, o time da capital segue o resultado da eleição. A última partida do time antes da eleição “revela” o resultado da eleição. Se o time perde, o candidato do partido de oposição é eleito; em caso de vitória, o candidato do partido da situação é eleito. A “Regra dos Redskins” só falhou em 2004, com a reeleição de George Bush. Coincidentemente, esse ano a regra se aplicou novamente. O Washington Redskins foi derrotado por 26 a 6 pelo Pittsburg Steelers, na última segunda-feira. Assim, até o futebol americano contribuiu com Obama.

 

Nos Estados Unidos, o voto é facultativo, ou seja, vota quem quer. A porcentagem de  votos de jovens sempre foi pequena, porém o discurso de Obama atraiu os jovens para as urnas, o que resultou em um recorde percentual de votos. O carisma do candidato negro também fez com que o recorde de arrecadação para uma campanha eleitoral fosse quebrado.

 

Em linhas gerais, Barack Obama ganhou “de lavada” de John McCain. O sistema de votação nos Estados Unidos é totalmente diferente do brasileiro. Lá, o candidato vence em cada Estado, e cada Estado tem seu “peso”, ou seja, cada Estado “vale” um número determinado de delegados. Com a soma de 270 delegados, o presidente é eleito. Em um exemplo fictício, São Paulo “vale” 30 delegados e o Rio, 25. O candidato que obtiver mais votos em São Paulo soma 30 votos e o vencedor no Rio, 25.

 

Ao fim da votação, Obama obteve 364 delegados, contra 174 de John McCain, muito aquém do esperado. Os especialistas apostavam em uma vitória menos ampla, como apontavam as urnas, já que na maioria dos Estados, nenhum dos candidatos atingiu mais do que 60% dos votos. As exceções ocorreram em Estados com pouco valor, que valem menos delegados. Dos estados mais importantes, apenas Nova York e Illinois, estado de Obama, tiveram votações superiores a 60% para Barack Obama.

 

A chave para vitória Democrata foi a vitória em alguns estados importantes e tradicionalmente pró-republicanos. Flórida, com 27 delegados; Nova York, com 31; Ohio, com 20; Pensilvânia, com 21; e Illinois, com 21 delegados, fizeram grande diferença em favor do presidente eleito. Em termos de votos a diferença foi pequena, com Obama obtendo 52% dos votos totais, contra 46% de McCain. O restante dos votos foi para candidatos de partidos menores, com votações praticamente insignificantes.

 

Enfim, George Bush não é mais presidente dos Estados Unidos e deixa o cargo dia 20 de janeiro. O atual líder declarou apoio a vitória de Obama, uma grande conquista para o país.

 

Pode-se dizer que o mundo está em festa. Em várias partes do globo, manifestações foram feitas em comemoração a vitória Democrata. Até Irã e Rússia comemoraram, com o presidente russo Dmitri Medvedev declarando esperança em melhores relações com os norte-americanos. Na África, principalmente, várias manifestações populares foram realizadas.

 

A eleição de Barack Obama, que assumirá em um momento delicado, representa não apenas uma mudança, mas uma esperança de novas e melhores políticas mundiais. No front diplomático, algo crucial para todos, inclusive nós brasileiros.

 

 

Eric Clapton – Blue Eyes Blues

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