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Queen em um verdadeiro show

Posted by Murilo Romulo em novembro 30, 2008

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O palco do Via Funchal, em São Paulo, foi agraciado por receber uma das maiores bandas do mundo. O fato de o show ter ocorrido sem o ex-vocalista Freddie Mercury não foi um fator determinante. O show foi simplesmente…um show; “o” show, talvez. O público presente pôde sentir a presença do lendário vocalista da banda inglesa, ainda que sem a presença física dele. Mesmo que o telão atrás do palco não tivesse passado algumas imagens de Freddie cantando, ele estava em cada lugar, na voz de cada fã que cantou cada palavra das famosas músicas do Queen.

 

 

Um show para história. Um dia para minha história. Uma noite de gala ao som de uma das maiores bandas que o mundo já viu. Brian May e Roger Taylor foram sensacionais ao reunirem-se para uma turnê e felicíssimos ao escolherem Paul Rodgers para acompanhar nos vocais. Como disse May, alguns dias antes do show, “Se Freddie Mercury estivesse vivo hoje, ele diria que fizemos a melhor escolha ao recrutar Paul Rodgers para cantar no Queen”. Diria que Paul Rodgers foi… Paul Rodgers! Fez o que mais sabe e faz muito bem: cantar; foi uma atração do show, sem roubar o brilho das estrelas que o acompanhavam.

 

 

O Queen fez um tributo ao Queen. A ex-banda mostrou que ainda existe no coração de cada fã que ouve suas músicas. Brian May e Roger Taylor resgataram a banda que, até 1991, encantou o mundo e mostrou que realmente queria era encantar e tocar um bom rock ‘n roll. Ainda quer e consegue, digo com certeza absoluta.

 

O repertório foi maravilhoso: contou com novas, do “The Cosmos Rock”, algumas do Free e do Bad Company (ex-bandas de Paul Rodgers), além dos consagrados hinos da banda, tocados no mundo inteiro. Entre as músicas, muito talento e emoção com os solos da dupla original do Queen.

 

Fui à loucura com a abertura com Hammer to Fall; vibrei com Another One Bits the Dust; delirei com a seqüência de I want it All, I want to Break Free e C-lebrity; emocionei-me junto com Brian May tocando Love of my Lifeapenas com um violão e o público cantando, deixando May poupar sua voz; diverti-me com a acústica 39; admirei a voz surpreendente de Roger Taylor em I’m in love with my Car, que logo após, “brincou” com suas baquetas no baixo acústico; pulei com We Believe; pirei apenas com o riff de Under Pressure, seguida das palmas do público que acompanharam Radio Ga Ga; chorei com Bohemian Rhapsody e aplaudi por 2 minutos, antes de pedir “We will rock you” junto de uma multidão levada pelo ritmo das palmas; relembrei All right now, da ex-banda de Paul Rodgers; por fim, realizei sonhos com a seqüência final, as palmas mundialmente famosas para We will rock you e o coro para We are the Champions.

 

Talvez não tenha nexo o que estou escrevendo. Estar diante do Queen é algo que não tem como ser descrito. Acredito que apenas contando como foi pode-se entender mais ou menos o que foi estar diante da banda. A incógnita sobre a volta com Paul Rodgers, hoje, é uma certeza. A fórmula foi perfeita, até porque com músicos dessa qualidade, dificilmente algo daria errado. A genialidade de uma consagrada banda de rock, com músicos de ponta, não poderia ser ofuscada pela perda de um dos maiores vocalistas do mundo. Dia 27 de novembro de 2008 eu realizei sonhos. Vi o Queen! Vi uma platéia acompanhar com palmas e cantar “We will, we will, rock you” e “Radio Goo Goo, Radio Ga Ga”.

 

Posso dizer para meus filhos e netos que estive diante de um solo de Brian May e de uma virada de Roger Taylor; provavelmente, minha ultima oportunidade de vê-los, infelizmente. Ficará na memória; para sempre.

 

 

Queen – We Believe

3 Respostas to “Queen em um verdadeiro show”

  1. Cara… legal… mas é meio sinistro isso de show de banda de vocalista morto…

  2. Mario said

    Eu também fui, fiquei atrás do armário que tinha lá, você me viu? =D

  3. Ivan B. said

    Fui no show da noite do dia 26/11/2008 no Via Funchal e achei o show simplesmente FANTÁSTICO. Não acho nada de “errado” em se substituir um vocalista numa banda onde os quatro eram (são) exímios compositores, músicos e é mesmo este o conceito de BANDA, e não carreira solo. A química da banda continua fantástica e não há porque não continuarem. Não é uma questão de comparar Freddie Mercury com Paul Rodgers, não há como comparar. Freddie tinha uma voz única e o Poul e um excelente cantor. Ficar medindo quem é melhor, é “bullshit”. Tivemos a oportunidade de ver um show único e raro, de alta qualidade musical, carismática e de produção. Eu comecei a tocar bateria escutando Keep Yourself Alive, ao vivo no disco Live Killers. Ver o Roger Taylor solando bem na minha frente foi fantástico, assim como o Brian May, um dos mestres da guitarra. Ah, e não podemos nos esquecer de que Paul Rodgers, não fossem as comparações inúteis, é um dos grandes vocalistas do rock, sem a menor sobra de dúvida. Ao invés de comparar, carpe dien. Saudações queenianas. Ivan.

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