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Archive for the ‘Economia’ Category

Camarada Obama, para os muito leigos

Posted by Murilo Romulo em março 16, 2009

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Minha terapia semanal está feita; minha leitura de divertimento está feita, após muitas risadas e deboches. A Veja desta semana está algo deplorável. No pior sentido da palavra. Acho que a edição 2104, de 18 de março de 2009 é a pior capa e pior artigo de capa dos últimos anos. Ao ver a capa da semana, tive vontade de vomitar; ler o artigo, então, me deixou em pânico. Juro que fiquei sem palavras para fazer algum questionamento sobre a reportagem. Fiquei sem reação, simplesmente. Talvez tenha pensado “Que por**** é essa?”.

Logo na capa, temos Barack Obama com uma sátira à bandeira norte-americana ao fundo. Ao invés das estrelas com o fundo azul, uma foice e um martelo. Em apologia à famosa imagem de Joseph Stalin, ex-líder soviético, à frente da bandeira de seu país. Em letras maiores, temos “Camarada Obama”, também em apologia à forma de tratamento entre os membros do Politburo Soviético. Logo acima, em letras menores, lê-se “Por que a intervenção do governo dos EUA e a quase estatização da economia não vão criar um…”. Triste, triste.

Absolutamente espantado, abro a revista para ler o artigo, escrito pelo jornalista André Petry. Decepção total (não esperava nada melhor). Explica-se o “motivo” da reportagem. Um grupo de pessoas de classe média protestou, no estado da Louisiana, contra um suposto socialismo de Obama. Fora tachado de comunista e aparecia diante de foices e martelos. Sim, isso é um exemplo prático do que pode ser chamado de um “grupelho de lunáticos que na tem mais que fazer”.

Como exemplo de protestante, a revista coloca um radialista, surdo, ex-viciado em analgésico e podre de rico, que define o governo Obama como “socialismo, coletivismo, Stalin, como vocês quiserem chamar”. Se fosse para definir um lunático sem ter o que fazer, acho que esse sujeito seria o estereotipo mais adequado, o tal de Rush Limbaugh. Além dele, um repórter do New York Times questionou Barack Obama se ele era socialista; pior que isso, sem sarcasmo. Sem comentários para a falta de conhecimento político e histórico de seres como os dois citados.

Todo esse mimimi porque o governo norte-americano injetou 180 bilhões de dólares na seguradora AIG, 100 bilhões no Bank of America e no Citigroup. No setor automobilístico, 17 bilhões para General Motors e Chrysler. Além disso, Obama pretende aumentar os impostos para aqueles que recebem mais de 250 mil dólares anuais (algo em torno de 550 mil reais por ano), ampliar o sistema de saúde para toda população, aumentar o papel do governo na escola primária e ajudar universitários de baixa renda. Por causa disso, é chamado de comunista. Um pouco de leitura mostra que isso não tem nada de comunista.

Estatizar empresas dos setores mais afetados não é a solução? Para o radialista, não; para vários economistas, sim. Volto a bater na tecla de que uma economia planejada e com controle estatal não sofre tanto com crises quanto uma neoliberalista. Não digo que a economia norte-americana precisa ser como era a soviética, mas um controla por parte do Estado poderia ser interessante. Além disso, assistência médica e boa condição de educação é direito do cidadão e dever de um Estado digno. Para isso, aumento de 5% nos impostos dos mais favorecidos. Dói tanto assim? Alguém falou em coletivizar as propriedades dos mais ricos?

Para os conservadores e lunáticos defensores do liberalismo, a solução é deixar a economia ir para o fundo do poço. É deixar milhares de pessoas sem moradia, dentro de barracas em acampamentos comunitários; milhões sem empregos. Talvez realmente seja. Um país em que os cidadãos não conseguem pensar no próximo, naquele que também é cidadão e, a princípio, tem os mesmos direitos e deveres.

Lamentável, norte-americanos alienados. Lamentável, Veja. Um artigo desse nível é deplorável para imagem de uma revista tão influente e de tamanha circulação. Ou o nível dos leitores caiu muito, ou os editores estão com problemas mentais. Não é possível um brasileiro que realmente acredite que Obama pode instalar um regime socialista nos Estados Unidos. Um ser com um neurônio e meio e com interesse em comprar uma revista como a Veja consegue diferenciar o que é Socialismo de um plano de resgate para uma economia em crise. Se não consegue também, volte para escola primária, oitava série (nono ano), e veja a professora de história falar sobre Karl Marx e Revolução Russa.

Triste Veja, triste. O subsolo do Kremlim deve estar se revirando com uma reportagem desta.

Queen – I want to Break Free

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Efeitos e Soluções da Crise Econômica de 2008

Posted by Murilo Romulo em novembro 10, 2008

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A recessão da economia mundial, evidenciada já no início de 2008, causa incertezas e dores de cabeça para os investidores ao redor do mundo. Apesar das grandes perdas do mercado mundial terem iniciado apenas no segundo semestre deste ano, tem origem ainda no século passado. A grande valorização no setor imobiliário teve início nos últimos anos da década de 90. Desde então, a valorização sempre foi uma constante, chegando ao ápice aproximadamente no ano de 2003. Assim, as hipotecas passaram a ser negociadas por altos valores em todo o mundo. Com os crescentes investimentos no setor, a oferta passou a ser gigantesca e o mercado saturou, sofrendo desvalorização. Os efeitos estão sendo vistos agora.

 

Com a desvalorização das hipotecas, os bancos sofreram grandes perdas e o mercado consumidor não tinha capacidade de sustentar tais perdas. Sem dinheiro para o mercado, vários bancos tomaram calote, o que resultou na quebra de alguns grandes bancos. Então surge uma grande questão: a crise poderia ser evitada? Como?

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Itaú + Unibanco = Maior banco do Hemisfério Sul

Posted by Murilo Romulo em novembro 3, 2008

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Foi anunciada durante a manhã de hoje a fusão de dois grandes bancos privados nacionais, Itaú e Unibanco. A junção das duas instituições financeiras resulta na maior instituição financeira do hemisfério sul e um dos dez maiores de todo o continente americano. O valor de mercado estimado para o novo banco é de aproximadamente US$41,3 bilhões, sendo o sexto maior do continente neste aspecto, atrás do Citigroup e do Bank of America.

O nome “popular” do novo banco não foi divulgado por parte de nenhuma das duas empresas, porém o nome oficial será Itaú Unibanco Holding S.A., porém a operação de fusão dos dois bancos ainda precisa ser aprovada pelo Banco Central e pelos acionistas. As ações dos dois bancos, entretanto, ainda são negociadas separadamente na Bovespa.

Juntos, os dois bancos representam aproximadamente 18% do mercado, com 4800 agências e postos de atendimento. Além disso, representam aproximadamente 19% do volume de crédito em nosso país.

Em tempos de crise, os efeitos dessa fusão são positivos, pois gera estabilidade para os dois bancos. A princípio, as ações de ambos apresentam fortes altas, o que atrai investidores. As negociações iniciadas a mais de um ano se concretizam em um momento delicado da economia global e a finalização representa tranqüilidade, ao menos inicialmente, para os investidores das duas instituições.

Fonte: UOL Economia

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Ilusões da Crise Econômica

Posted by Murilo Romulo em outubro 16, 2008

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Após um breve recesso, tempo que passei em Belo Horizonte, estou de volta para postar algo decente. Fiquei impressionado como a grande variedade de coisas que aconteceram durante este curto período, principalmente com a economia mundial.

Segunda-feira, 13 de outubro de 2008. Fim de feriado dos sonhos para qualquer investidor, sem dúvida. A Bovespa aparecia com alta monstruosa, passando de 14%. Para os exportadores, um dia não tão bom, já que o dólar despencou quase 8%. Nos Estados Unidos, após a pior semana da história da Bolsa de Nova York, o fechamento do dia teve o maior variação positiva da história, em número de pontos. Ao redor do mundo, o cenário foi parecido e as fortes altas predominaram nas bolsas.

Terça-feira, 14 de outubro de 2008. Ressaca da monstruosa alta do dia anterior. Mais um dia positivo para a Bolsa de Valores brasileira, modesta, porém. O otimismo prevaleceu e fez com que a Bovespa operasse em alta de quase 2%, registrando alta de 16% em apenas dois dias. Tudo indicava dias melhores para o mercado mundial. As diversas medidas adotadas pelos governos ao redor do mundo pareciam surtir efeito e as perdas pareciam amenizadas.

Quarta-feira, 15 de outubro de 2008. Tudo parecia continuar bem, até o início do pregão. Triste ilusão. Algumas horas mais tarde, o pânico prevalecia no mercado de ações. O circuit-breaker foi acionado: indicação de queda de 10%; a quinta interrupção em 17 dias. Ao final do dia, queda de 11,39%, a maior queda percentual desde setembro de 1998. No mês, as perdas já registram mais que 25%. O dólar, mesmo após leilões de dólares por parte do Banco Central, encerrou o dia cotado a R$2,16; alta de 3,29%.

O principal motivo para a forte queda registrada hoje foi o anúncio da presidente regional do Federal Reserve, Banco Central norte-americano, Janet Yellen. Segundo a presidente do Fed de São Francisco, Califórnia, “a economia dos Estados Unidos parece estar em recessão”. A afirmação causou temor nos investidores, que contiveram as comprar e operaram com excessiva cautela, forçando a queda.

Apostas para os próximos dias?

Cream – I’m so Glad

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Mais uma da crise

Posted by Murilo Romulo em outubro 9, 2008

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Como escrevi no post anterior a este, “a crise no setor financeiro estadunidense não afetaria o Brasil”. Caso o Banco Central Brasileiro injetasse R$ 23,2 bilhões todos os dias, realmente a economia nacional não seria tão afetada; ou seria, não podemos saber. Com essa medida, a intenção é aumentar a quantidade de dinheiro no mercado, ou seja, promover uma maior liquidez. Assim também foi feito por bancos centrais de todo o mundo.

Mais uma vez, a Bovespa fechou em queda, hoje 3,85%. No ano, o recuo já é de 39,59%. O dólar, após 5 dias de alta, fechou em queda de 0,74%, cotado a R$2,29. Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York também fecharam em queda, mesmo com o anúncio de diminuição em 0,5% nas taxas de juros anuais. Para conter o aumento do dólar, o Banco Central Brasileiro vendeu dólares, já que a procura pela moeda estava alta, elevando o preço da moeda norte-americana.

O Fundo Monetário Internacional, anunciou hoje reduções nos índices de crescimento ao redor do mundo. Segundo o Fundo, os Estados Unidos crescerão apenas 0,1% em 2009; o Brasil, 3,5%. Atualmente, o FMI encontra-se em reunião em Nova York e deve publicar novas previsões nos próximos dias.

Guns ’n Roses – Sweet Child O’ Mine

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Sem viagens, Luisinho…

Posted by Murilo Romulo em outubro 7, 2008

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É chato escrever isso, mas é a realidade. A crise financeira norte-americana traz graves conseqüências para o mercado brasileiro. Segundo nosso ilustríssimo presidente Luis Inácio Lula da Silva, a crise mundial não afetaria a economia brasileira. É algo muito comum, em quatro dias, queda de 19% na Bolsa de Valores de um país. Enquanto isso, a principal Bolsa ianque perdeu 13% em cinco dias e já bateu recorde histórico de perda para o período.

Também é muito comum uma moeda nacional desvalorizar 40 centavos em relação à moeda utilizada no comércio mundial. Sim, muito comum; desde que essa desvalorização seja em um mês, não em dois dias. Anteontem, a velha nota de um dólar que mantenho em minha carteira, valia algo próximo a R$1,90. Hoje, incrivelmente, ela já vale R$2,31. Triste é o fato de eu ter apenas uma nota dessa. Ainda assim, fico feliz; hoje tenho 40 centavos a mais em relação a dois dias atrás. Talvez não; a sonhada viagem ao exterior está mais cara. Senhor Luis e seus mandachuvas estão felizes, afinal, possuem empresas que exportam. Exportam em dólar! Quanta coincidência…

De qualquer forma, ótima estratégia, Luisinho; seu querido Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou uma diminuição de gastos públicos em diversos setores. Mudou de idéia? Ao menos, parece. Nem o Banco Central, com apoio do Ministério da Fazenda, conseguiu controlar a desvalorização absurda da moeda brasileira. Estadunidenses e europeus estão preocupados. Os primeiros já anunciaram a injeção de mais de US$400 bilhões no setor financeiro. Já os segundos, também planejam injeções financeiras, além de organizarem ação conjunta para contenção da crise. Enquanto isso, no Brasil…

Queen – I’m in Love with my Car

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E mais uma vez o dia foi salvo…

Posted by Murilo Romulo em outubro 6, 2008

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Não, as Meninas Superpoderosas não salvaram mais um dia. Pode-se dizer que os principais responsáveis pela rápida recuperação da Bovespa na última hora do pregão são os próprios investidores. Após duas interrupções nas negociações, uma por meia hora, às 10:18; outra às 11:44, por mais uma hora, e índices extremamente desanimadores, os valores das ações conseguiram uma considerável recuperação.

Por boa parte do tempo do pregão, nenhuma das empresas com ações na Bovespa registrava alta; em alguns momentos, a Votorantim Celulose e Papel operou em leve alta, fechando com saldo positivo acima de 3%. Nos últimos minutos, a Klabin S/A, empresa de reciclagem, também registrou aumento na cotação, conseguindo alta de mais de 6%. Outra companhia que se recuperou no final foi a Cia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, com alta de aproximadamente 1%.

Em direção oposta, ações da Rossi Residencial registraram fortes baixas, chegando a –30%, porém conseguiu recuperação e fechou com saldo negativo de aproximadamente 20%. B2W Varejo e Aracruz também registraram quedas acima de 15%.

No encerramento do pregão, a Bovespa registrou queda de 5,43%, com 42100 pontos. Em alguns momentos, as baixas chegaram a superar a casa dos 15%, com menos de 38 mil pontos, principalmente pelo temor dos investidores. Todavia, a última hora de negociações foi fundamental para a recuperação, visto que as perdas diminuiram aproximadamente 8%.

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Mais um episódio do desastre econômico; nem assim, senhor Bush

Posted by Murilo Romulo em outubro 6, 2008

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Ao que parece, o pior dia para a economia mundial desde o início da crise financeira. Desde o início do pregão na Bovespa, a situação é de grande temor. As principais bolsas européias e asiáticas já encerraram as atividades com índices bastante preocupantes. O destaque ficou por conta da Bolsa de Valores da Rússia, que desabou 19,1%, a maior baixa da história. O mercado de ações russo foi interrompido por três vezes durante as negociações. Em Lisboa a queda também foi histórica: 9,86%, menor índice da história.

Ainda que não tenham apresentado índices tão ruins, outras bolsas européias fecharam em monstruosas quedas. Paris, baixa de 9%; Frankfurt, -7%; Londres, -7,85%. Na Ásia, as quedas foram um pouco mais amenas: Tóquio registrou –4,25%; enquanto Xangai e Hong Kong tiveram índices negativos em torno de 5%.

No Brasil, o dia, até agora, é o pior de toda a crise. As negociações já foram paralisadas por duas vezes. Às 10:18, a Bovespa atingiu queda de 10% e o sistema circuit-breaker foi acionado, paralisando-a por 30 minutos. Todavia, às 11:44 a bolsa atingiu queda de 15% e, novamente, o sistema foi acionado, desta vez interrompendo as negociações por uma hora. No momento, 15:03, horário de Brasília, a Bovespa opera em queda de 12,20%, com 39085 pontos. Enquanto isso, o dólar apresenta uma grotesca alta, em torno de 6,55%; o valor atingido é de aproximadamente R$2,18. O Banco Central já realizou uma operação de venda de mais de US$1 bilhão, porém não foi suficiente para conter a alta.

A grande incerteza da economia global preocupa os investidores, o que faz desta segunda-feira mais um dia de muita preocupação para todo o mundo. Os bancos ao redor do mundo programam novas medidas para uma tentativa de salvação. Até quando a economia aguentará?

Atualização 15:16: Bovespa opera abaixo dos 39 mil pontos, com queda de 12,69%. Nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova York opera abaixo dos 10 mil pontos pela primeira vez em 4 anos e a situação é de muita tensão. A aprovação do Plano de resgate, na última sexta-feira, não foi suficiente para conter a tensão dos investidores.

Atualização 15:47: No momento, a Bovespa apresenta queda de 13,19%, com 38644 pontos.

Atualização 16:02: A Bolsa brasileira sofre uma pequena recuperação e opera em queda de 12,06%, acima de 39 mil pontos.

Atualização 16:15: Uma forte recuperação da bolsa nos últimos instantes coloca a Bovespa acima de 40 mil pontos, com queda menor do que 10%

Atualização 16:39: A recuperação da Bovespa continou nesses últimos 25 minutos e a queda é de “apenas” 7,23%, com 41298 pontos. O dólar fechou cotado a R$2,20, alta de 7,53%.

Atualização 16:53: Em apenas 14 minutos, a Bovespa recuperou quase 2%, operando em aproximadamente 42 mil pontos.

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