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Archive for the ‘Guerra’ Category

E a Coreia do Norte quer mais que o mundo faça testes nucleares

Posted by Murilo Romulo em maio 25, 2009

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Chegou, enfim, o dia que a República Democrática Popular da Coreia realizou seu segundo teste nuclear de grande proporção. Pode-se dizer que esse teste era mais do que esperado por todo o mundo, principalmente após os norte-coreanos expulsarem membros da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no mês passado. Ainda assim, o anúncio do teste foi recebido com grande estardalhaço por parte da imprensa mundial, com anúncios e condenações, inclusive por parte do Brasil e do Conselho de Segurança da ONU.

A história da Coreia do Norte se inicia com o fim da Segunda Guerra Mundial, com soviéticos e norte-americanos expulsando os japoneses da Península Coreana e ocupando a região. Entre 1950 e 1953, a região foi local de batalhas, terminadas com o estabelecimento de uma região desmilitarizada entre as duas Coreias. Nunca um acordo de paz foi assinado, mas apenas um armistício, sendo que hoje a região fronteiriça entre as duas Coreias possui milhares de soldados de ambos países. A RDPC, hoje, é o país com a economia e política mais fechada e isolacionista do mundo, mantendo o regime comunista baseado no modelo stalinista da extinta União Soviética, o que já é um pressuposto para más relações com alguns países do Ocidente.
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Está Declarada Guerra: O mundo contra os Piratas Somalis

Posted by Murilo Romulo em dezembro 22, 2008

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Desde o início de 2008, a costa africana tem sido alvo de diversos ataques de piratas somalis. Mais especificamente o Golfo de Áden, na região da Somália,tem sido evitado pelas embarcações que carregam os mais diversos tipos de cargas. Entretanto, o posicionamento geográfico da região afetada é de extrema importância para o comércio marítimo. O Golfo liga o Oceano Índico ao Mar Vermelho, que passa pela Península Árabica, desembocando no Mar Mediterrâneo através do Canal de Suez, uma das mais importantes rotas do mundo. É o único acesso via mar entre o Oriente e a Europa.

O Mar Mediterrâneo tem uma grande importância histórica para o comércio marítimo. Durante a Idade Antiga e a Idade Média, suas águas eram muito disputadas pelos comerciantes, devido sua facilidade para o comércio com diversas regiões. Atualmente, é a única rota para evitar o contorno de todo o continente africano, quando o destino final é a Europa. O fato de ligar a Península Árabe, bastante rica em petróleo, a diversas regiões fez com que a rota ganhasse muita importância com a exploração do petróleo. Além disso, o Golfo de Áden, especificamente, tem uma grande importância ambiental, com uma grande variedade de espécies marinhas.

A situação na costa africana passou a ficar cada dia mais instável, com o número de ataques e sequestros a navios estrangeiros aumentando gradativamente. Pode-se dizer que o ápice dos ataques se deu com o sequestro do navio ucraniano MV Faina (reportado em um outro post), que continha vários tanques e equipamentos bélicos. Até então, os piratas nunca conseguiram estar na posse de uma carga tão valiosa e perigosa. O sequestro resultou em uma perseguição por parte de norte-americanos e russos, que mobilizaram navios para conter os piratas. A operação foi estopim para os países com maior relevância na política internacional (conseqüentemente, aqueles que tem navios transitando pelo Golfo de Áden com freqüência) se preocuparem com a segurança dos tripulantes e, obviamente, dos navios. No ano, mais de 100 navios já foram atacados.

Os somalis fazem dos sequestros e assaltos um meio de arrecadar grandes quantias de capital. Os tripulantes são feitos reféns e os piratas exigem grandes montantes de dinheiro para liberarem os marinheiros e navios. A situação chegou ao ponto em que uma “vila de piratas” foi criada próxima ao principal porto somali. Uma vila extremamente luxuosa, por sinal, contrastando com a realidade do país, que está entre os 8 mais pobres do mundo. Além disso, estimativas apontam que 75% de sua população vive em estado de subnutrição. A causa de tamanha ação pirata se baseia na falta de um governo forte e centralizado. Há bastante tempo, o país não tem um governo estável, por isso sofre com ação armada de rebeldes, como os piratas.

Algumas embarcações enviadas por outros países para proteger a costa somali chegaram a interceptar barcos piratas que se preparavam para agir. Em alguns casos, os piratas chegaram a ser presos. A situação na costa do Chifre Africano foi se agravando aos poucos, com sequestros mais freqüentes contra cargueiros e petroleiros cada vez maiores. Um exemplo da ousadia dos piratas foi o sequestro do petroleiro saudita Sirius Star, que carrega 2 milhões de barris de petróleo, a 1700km da região de moradia dos piratas. O resgate pedido pela embarcação é de US$15 milhões.

Recentemente China e Irã enviaram navios de guerra para patrulharem o Golfo de Áden, o que causou um certo temor, principalmente pela já existente presença norte-americana na região. Ambos países asiáticos tem grande quantidade de navios passando pela região, explicando a decisão.

A falta de organização, todavia, impedia uma ação eficiente contra os piratas. Diante disso, a ONU, por meio do Conselho de Segurança, aprovou por unanimidade, no último dia 16, a Resolução 1851. Segundo a resolução, todo e qualquer país, desde que autorizado pelo governo somali, pode realizar ações terrestres e aéreas no território do país africano, em prol do combate os piratas. Isso causou uma certa confusão, já que, de certo modo, não é totalmente correta a ação militar dentro de um outro país.

Está declarada guerra. São os piratas contra o mundo. A união será a forma de combater a pirataria, ou questão políticas predominarão?

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Piratas não só no cinema

Posted by Murilo Romulo em setembro 28, 2008

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Ao melhor estilo medieval, piratas seqüestradores de grandes navios. Algo que soa, de certa maneira, engraçado. Provavelmente, os mais jovens ainda se recordam das histórias de pirata vivenciadas por Chapolin Colorado. Sujeitos maus, armados, que saqueavam viajantes. Falando assim, um leitor pensaria “que coisa idosa, falar de piratas!”. Entretanto, essa prática é comum em mares africanos, mais especificamente na região da Somália.

As águas Somalis são consideradas as mais perigosas do mundo, principalmente pelo alto índice de saques a todo tipo de embarcações que por lá navegam, desde veleiros até petroleiros. Essa prática financia alguns grupos Somalis, que recebem milhões de dólares como resgate. Atualmente, mais de uma dezena de navios estão sob o poder dos piratas. Os seqüestros, porém, acabam não tendo grande repercussão na mídia brasileira, pois são ações que acabam passando despercebidas. Apesar de muito organizadas, as ações são realizadas por grupos marginais. Utilizando lanchas velozes, os piratas abordam navios com muita ousadia.

Na noite da última quinta-feira, um grupo de piratas dominava mais um navio cargueiro, algo rotineiro, de certa forma. Entretanto, perceberam que estavam diante de uma valiosíssima carga; um sonho para uma milícia armada. De bandeira ucraniana, o navio MV Faina, carrega lançadores de granadas; 33 tanques de guerra soviéticos, modelo T-72; além de muita munição. Os equipamentos tinham como destino o porte de Mombaça, no Quênia. O valor estimado da carga é de US$30 milhões.

A ação causou grande repercussão em todo o mundo, principalmente por parte de algumas grandes nações, como Rússia e Estados Unidos. Imediatamente após o seqüestro do navio, forças marítimas de ambas as nações foram deslocadas para controlarem a rota do navio ucraniano. Os russos, que já possuíam um navio de guerra para proteção de seus navios e cidadãos na região, enviaram o navio Dauntless como reforço. Enquanto isso, a Quinta Frota norte-americana enviou o navio USS Howard. De acordo com um porta-voz da Frota, o navio chegou a estar a 8km de distância do navio dos piratas.

O porta-voz dos piratas, Sugule Ali, anunciou que o grupo exige “apenas” o resgate de US$20 milhões. Mais cedo, outro pirata, Januna Ali Jama, exigira a quantia de US$35 milhões. Há indícios de que um russo, tripulante do MV Faina, está morto devido a uma gripe. Somália, um país que há 17 anos não possui um governo central legítimo, sofre muito com os piratas e não tem condições de conte-los. Talvez esse seja um estopim para uma disputa naval entre grandes nações nos mares africanos.

E tem gente que acha que piratas existem só no Caribe…

NOFX – Bob

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Ingrid Betancourt – vitória ou derrota?

Posted by Murilo Romulo em agosto 21, 2008

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Post de 4 de julho

Quarta-feira, 2 de julho de 2008, aproximadamente 16:15 no horário de Brasília. Ingrid Betancourt, principal refém política das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, é anunciada pelo Ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, como resgatada. Junto dela, outros 14 reféns libertados, 3 estadunidenses e mais 11 militares colombianos.

Imediatamente após a libertação, tive a notícia de que as FARC teriam entregado os reféns ao exército colombiano, o que soou estranho. Imaginei que, provavelmente, algum tipo de negociação teria ocorrido, assim como aconteceu no resgate de outros reféns alguns meses atrás. Mais tarde, os meios de comunicação de massa comunicaram que uma ação (obscura, diga-se de passagem) do exército colombiano teria resgatado as vítimas. Segundo informações, militares colombianos estariam disfarçados de trabalhadores humanitários quando conseguiram chegar ao acampamento. Os supostos voluntários levariam os reféns de helicóptero para se encontrarem com o líder das FARC. O helicóptero, porém, era do exército e teria aterrissado próximo do acampamento.

Ainda no dia da operação, o embaixador norte-americano em Bogotá, William Brownfield, afirmou que a operação teve grande ajuda dos Estados Unidos, inclusive com o intercâmbio de inteligência, equipamentos e alguns conselhos. Isso seria o normal para um país que recebe tanta ajuda dos Estados Unidos, principalmente para questões militares. Além disso, o presidente George Bush tinha conhecimento da operação secreta, assim como o candidato à presidência do mesmo partido, John McCain.

Contradizendo, um pouco mais tarde, o Ministro da Defesa colombiano afirmou com veemência que a operação foi 100% colombiana, tendo Washington exercido papel nulo na realização. Segundo ele, os estadunidenses não tiveram nenhuma participação direta, apenas “calibraram” algumas coisas. Para piorar a situação, hoje o noticiário israelense Ha’aretz divulgou que a ação do exército colombiano teve ajuda de dezenas de especialistas em inteligência e segurança, além de ter recebido coordenação da empresa Global CST, cujo proprietário é o ex-chefe de planejamento do Estado de Israel, Israel Ziv. Segundo fontes da companhia, também foram vendidos equipamentos de segurança, tecnologia e inteligência para a realização do resgate. A empresa fornece ajuda em questões de segurança ao governo do Estado judeu. De acordo com o jornal de maior tiragem no país, o Yedioth Ahronoth, os israelenses tiveram participação no que tange infra-estrutura operacional e inteligência.

Para piorar a situação, a Rádio Suíça Romanda apurou de fontes ligadas aos acontecimentos que as FARC teriam recebido a quantia de US$20 milhões para libertação dos reféns. Além disso, o dinheiro envolveria transações com os Estados Unidos. Imediatamente a França negou envolvimento. De acordo com a rádio, a “encenação” faz parte da política de Álvaro Uribe Velez, presidente da Colômbia, e teria como objetivo manter a linha de não negociar com terroristas.

Portanto, minhas dúvidas não eram tão absurdas como pareciam. A princípio, belo trabalho do exército colombiano, este bancado pelo Plano Colômbia. Para as massas, uma vitória contra o terrorismo. Na prática, uma derrota humilhante.

 

Led Zeppelin – Rock and Roll

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Ingrid Betancourt – vitória ou derrota?

Posted by Murilo Romulo em agosto 13, 2008

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Post de 4 de julho.

Quarta-feira, 2 de julho de 2008, aproximadamente 16:15 no horário de Brasília. Ingrid Betancourt, principal refém política das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, é anunciada pelo Ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, como resgatada. Junto dela, outros 14 reféns libertados, 3 estadunidenses e mais 11 militares colombianos.

Imediatamente após a libertação, tive a notícia de que as FARC teriam entregado os reféns ao exército colombiano, o que soou estranho. Imaginei que, provavelmente, algum tipo de negociação teria ocorrido, assim como aconteceu no resgate de outros reféns alguns meses atrás. Mais tarde, os meios de comunicação de massa comunicaram que uma ação (obscura, diga-se de passagem) do exército colombiano teria resgatado as vítimas. Segundo informações, militares colombianos estariam disfarçados de trabalhadores humanitários quando conseguiram chegar ao acampamento. Os supostos voluntários levariam os reféns de helicóptero para se encontrarem com o líder das FARC. O helicóptero, porém, era do exército e teria aterrissado próximo do acampamento.

Ainda no dia da operação, o embaixador norte-americano em Bogotá, William Brownfield, afirmou que a operação teve grande ajuda dos Estados Unidos, inclusive com o intercâmbio de inteligência, equipamentos e alguns conselhos. Isso seria o normal para um país que recebe tanta ajuda dos Estados Unidos, principalmente para questões militares. Além disso, o presidente George Bush tinha conhecimento da operação secreta, assim como o candidato a presidência do mesmo partido, John McCain.

Contradizendo, um pouco mais tarde, o Ministro da Defesa colombiano afirmou com veemência que a operação foi 100% colombiana, tendo Washington exercido papel nulo na realização. Segundo ele, os estadunidenses não tiveram nenhuma participação direta, apenas “calibraram” algumas coisas. Para piorar a situação, hoje o noticiário israelense Ha’aretz divulgou que a ação do exército colombiano teve ajuda de dezenas de especialistas em inteligência e segurança, além de ter recebido coordenação da empresa Global CST, cujo proprietário é o ex-chefe de planejamento do Estado de Israel, Israel Ziv. Segundo fontes da companhia, também foram vendidos equipamentos de segurança, tecnologia e inteligência para a realização do resgate. A empresa fornece ajuda em questões de segurança ao governo do Estado judeu. De acordo com o jornal de maior tiragem no país, o Yedioth Ahronoth, os israelenses tiveram participação no que tange infra-estrutura operacional e inteligência.

Para piorar a situação, a Rádio Suiça Romanda apurou de fontes ligadas aos acontecimentos que as FARC teriam recebido a quantia de US$20 milhões para libertação dos reféns. Além disso, o dinheiro envolveria transações com os Estados Unidos. Imediatamente a França negou envolvimento. De acordo com a rádio, a “encenação” faz parte da política de Álvaro Uribe Velez, presidente da Colômbia, e teria como objetivo manter a linha de não negociar com terroristas.

Portanto, minhas dúvidas não eram tão absurdas como pareciam. A princípio, belo trabalho do exército colombiano, este bancado pelo Plano Colômbia. Para as massas, uma vitória contra o terrorismo. Na prática, uma derrota humilhante.

 

Led Zeppelin – Rock and Roll

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