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Archive for the ‘História’ Category

E a Coreia do Norte quer mais que o mundo faça testes nucleares

Posted by Murilo Romulo em maio 25, 2009

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Chegou, enfim, o dia que a República Democrática Popular da Coreia realizou seu segundo teste nuclear de grande proporção. Pode-se dizer que esse teste era mais do que esperado por todo o mundo, principalmente após os norte-coreanos expulsarem membros da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no mês passado. Ainda assim, o anúncio do teste foi recebido com grande estardalhaço por parte da imprensa mundial, com anúncios e condenações, inclusive por parte do Brasil e do Conselho de Segurança da ONU.

A história da Coreia do Norte se inicia com o fim da Segunda Guerra Mundial, com soviéticos e norte-americanos expulsando os japoneses da Península Coreana e ocupando a região. Entre 1950 e 1953, a região foi local de batalhas, terminadas com o estabelecimento de uma região desmilitarizada entre as duas Coreias. Nunca um acordo de paz foi assinado, mas apenas um armistício, sendo que hoje a região fronteiriça entre as duas Coreias possui milhares de soldados de ambos países. A RDPC, hoje, é o país com a economia e política mais fechada e isolacionista do mundo, mantendo o regime comunista baseado no modelo stalinista da extinta União Soviética, o que já é um pressuposto para más relações com alguns países do Ocidente.
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Já dizia Napoleão Bonaparte…

Posted by Murilo Romulo em maio 15, 2009

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… Que os homens devem dormir 4 horas por dia; as mulheres, 6; e apenas os imbecis dormem 8 horas por dia…

… Se Napoleão já dizia…

… Post exatamente 1:15 da madrugada, sendo que acordarei daqui a pouco, 5:20, para 7:00 estar em aula…

Ira! – Envelheço na Cidade

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Camarada Obama, para os muito leigos

Posted by Murilo Romulo em março 16, 2009

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Minha terapia semanal está feita; minha leitura de divertimento está feita, após muitas risadas e deboches. A Veja desta semana está algo deplorável. No pior sentido da palavra. Acho que a edição 2104, de 18 de março de 2009 é a pior capa e pior artigo de capa dos últimos anos. Ao ver a capa da semana, tive vontade de vomitar; ler o artigo, então, me deixou em pânico. Juro que fiquei sem palavras para fazer algum questionamento sobre a reportagem. Fiquei sem reação, simplesmente. Talvez tenha pensado “Que por**** é essa?”.

Logo na capa, temos Barack Obama com uma sátira à bandeira norte-americana ao fundo. Ao invés das estrelas com o fundo azul, uma foice e um martelo. Em apologia à famosa imagem de Joseph Stalin, ex-líder soviético, à frente da bandeira de seu país. Em letras maiores, temos “Camarada Obama”, também em apologia à forma de tratamento entre os membros do Politburo Soviético. Logo acima, em letras menores, lê-se “Por que a intervenção do governo dos EUA e a quase estatização da economia não vão criar um…”. Triste, triste.

Absolutamente espantado, abro a revista para ler o artigo, escrito pelo jornalista André Petry. Decepção total (não esperava nada melhor). Explica-se o “motivo” da reportagem. Um grupo de pessoas de classe média protestou, no estado da Louisiana, contra um suposto socialismo de Obama. Fora tachado de comunista e aparecia diante de foices e martelos. Sim, isso é um exemplo prático do que pode ser chamado de um “grupelho de lunáticos que na tem mais que fazer”.

Como exemplo de protestante, a revista coloca um radialista, surdo, ex-viciado em analgésico e podre de rico, que define o governo Obama como “socialismo, coletivismo, Stalin, como vocês quiserem chamar”. Se fosse para definir um lunático sem ter o que fazer, acho que esse sujeito seria o estereotipo mais adequado, o tal de Rush Limbaugh. Além dele, um repórter do New York Times questionou Barack Obama se ele era socialista; pior que isso, sem sarcasmo. Sem comentários para a falta de conhecimento político e histórico de seres como os dois citados.

Todo esse mimimi porque o governo norte-americano injetou 180 bilhões de dólares na seguradora AIG, 100 bilhões no Bank of America e no Citigroup. No setor automobilístico, 17 bilhões para General Motors e Chrysler. Além disso, Obama pretende aumentar os impostos para aqueles que recebem mais de 250 mil dólares anuais (algo em torno de 550 mil reais por ano), ampliar o sistema de saúde para toda população, aumentar o papel do governo na escola primária e ajudar universitários de baixa renda. Por causa disso, é chamado de comunista. Um pouco de leitura mostra que isso não tem nada de comunista.

Estatizar empresas dos setores mais afetados não é a solução? Para o radialista, não; para vários economistas, sim. Volto a bater na tecla de que uma economia planejada e com controle estatal não sofre tanto com crises quanto uma neoliberalista. Não digo que a economia norte-americana precisa ser como era a soviética, mas um controla por parte do Estado poderia ser interessante. Além disso, assistência médica e boa condição de educação é direito do cidadão e dever de um Estado digno. Para isso, aumento de 5% nos impostos dos mais favorecidos. Dói tanto assim? Alguém falou em coletivizar as propriedades dos mais ricos?

Para os conservadores e lunáticos defensores do liberalismo, a solução é deixar a economia ir para o fundo do poço. É deixar milhares de pessoas sem moradia, dentro de barracas em acampamentos comunitários; milhões sem empregos. Talvez realmente seja. Um país em que os cidadãos não conseguem pensar no próximo, naquele que também é cidadão e, a princípio, tem os mesmos direitos e deveres.

Lamentável, norte-americanos alienados. Lamentável, Veja. Um artigo desse nível é deplorável para imagem de uma revista tão influente e de tamanha circulação. Ou o nível dos leitores caiu muito, ou os editores estão com problemas mentais. Não é possível um brasileiro que realmente acredite que Obama pode instalar um regime socialista nos Estados Unidos. Um ser com um neurônio e meio e com interesse em comprar uma revista como a Veja consegue diferenciar o que é Socialismo de um plano de resgate para uma economia em crise. Se não consegue também, volte para escola primária, oitava série (nono ano), e veja a professora de história falar sobre Karl Marx e Revolução Russa.

Triste Veja, triste. O subsolo do Kremlim deve estar se revirando com uma reportagem desta.

Queen – I want to Break Free

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O dia em que os Estados Unidos se aproximaram da União Soviética

Posted by Murilo Romulo em janeiro 30, 2009

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29 de janeiro de 2009. Não digo que os Estados Unidos da América passará a ter um regime socialista, muito menos comparo Obama a Lênin. Nesta última quinta-feira, porém, o presidente norte-americano assinou o Ato Lilly Ledbetter, primeiro projeto de lei aceito pelo presidente em sua gestão. O Ato, que leva o nome de uma ex-supervisora da fábrica de pneus Goodyear Tire & Rubber, prevê condições salariais iguais para homens e mulheres em todo o território estadunidense. Ano passado, o mesmo projeto de lei fora vetado pelos senadores republicanos, partido mais conservador e oposicionista ao de Obama. Durante a campanha presidencial, John McCain (candidato Republicano) foi criticado ao dizer que o Ato causaria vários processos de mulheres contra empregadores.

A antiga supervisora da empresa foi vítima de discriminação de pagamento, já que outros supervisores recebiam salários muito mais altos que o seu. A diferença salarial passava de US$8 mil. Com isso, Ledbetter processou a empresa, sem sucesso. Em 2007 a Suprema Corte votou contra a indenização de US$360 para a mulher.

Voltando no tempo quase 92 anos, a Europa passava por uma das maiores revoluções da história: a Grande Revolução de Outubro, a Revolução Russa. Logo após a Revolução e a tomada do poder por parte dos Bolcheviques, o líder da Rússia pós-revolução, Lênin, decretava o direito de igualdade salarial entre homens e mulheres. Além disso, as mulheres passavam a ter direitos civis, como direito ao divórcio, direito de voto e participação em cargos públicos, contanto que não fossem atreladas aos serviços domésticos, tão comuns no mundo capitalista.

Há quase um século, a Rússia (mais tarde União das Repúblicas Socialistas Soviéticas)
Proclamava a igualdade entre todos os cidadãos, sem distinção de sexo. Curiosamente, um país que se julga tão democrático e diz buscar promover a democracia em tantos países do mundo passa a ter direitos salariais iguais entre homens e mulheres muito depois de um país que era considerado “atrasado” por muitos. Como já diziam os socialistas do século XX: “Somos iguais todos os seres/Não mais deveres sem direitos/Não mais direitos sem deveres”. É para se comemorar tal “avanço” norte-americano.

Seu Jorge e Ana Carolina – Problema Social

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Queen em um verdadeiro show

Posted by Murilo Romulo em novembro 30, 2008

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O palco do Via Funchal, em São Paulo, foi agraciado por receber uma das maiores bandas do mundo. O fato de o show ter ocorrido sem o ex-vocalista Freddie Mercury não foi um fator determinante. O show foi simplesmente…um show; “o” show, talvez. O público presente pôde sentir a presença do lendário vocalista da banda inglesa, ainda que sem a presença física dele. Mesmo que o telão atrás do palco não tivesse passado algumas imagens de Freddie cantando, ele estava em cada lugar, na voz de cada fã que cantou cada palavra das famosas músicas do Queen.

 

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Efeitos e Soluções da Crise Econômica de 2008

Posted by Murilo Romulo em novembro 10, 2008

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A recessão da economia mundial, evidenciada já no início de 2008, causa incertezas e dores de cabeça para os investidores ao redor do mundo. Apesar das grandes perdas do mercado mundial terem iniciado apenas no segundo semestre deste ano, tem origem ainda no século passado. A grande valorização no setor imobiliário teve início nos últimos anos da década de 90. Desde então, a valorização sempre foi uma constante, chegando ao ápice aproximadamente no ano de 2003. Assim, as hipotecas passaram a ser negociadas por altos valores em todo o mundo. Com os crescentes investimentos no setor, a oferta passou a ser gigantesca e o mercado saturou, sofrendo desvalorização. Os efeitos estão sendo vistos agora.

 

Com a desvalorização das hipotecas, os bancos sofreram grandes perdas e o mercado consumidor não tinha capacidade de sustentar tais perdas. Sem dinheiro para o mercado, vários bancos tomaram calote, o que resultou na quebra de alguns grandes bancos. Então surge uma grande questão: a crise poderia ser evitada? Como?

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Jornal Nacional 1994: Direito de resposta de Leonel Brizola

Posted by Murilo Romulo em outubro 30, 2008

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Leonel de Moura Brizola é, sem dúvidas, um dos nomes mais importantes da história da política brasileira. Apareceu na cena política ao ser lançado por Getúlio Vargas e, até hoje, foi o único político na história brasileira a ser eleito pelo povo para governar dois estados diferentes, no caso, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Casado com Neusa Goulart, teve grande participação na presidência de seu cunhado, João Goulart. Todavia, a força trabalhista liderada por Jango e apoiada por Brizola, causou grande temor para a elite conservadora. Tal pressão resultou no Golpe Militar de 1964, ano em que se iniciavam as campanhas para eleições presidenciais do ano seguinte, com Brizola aparecendo entre os três principais concorrentes. Logo após o golpe, Brizola se exilou no Uruguai, junto de Jânio Quadros, João Goulart e Luis Carlos Prestes; seu nome estava na lista de cassados do Ato Institucional Número Um (AI-1).

Após exílio no Uruguai, nos Estados Unidos e em Portugal, Brizola retornou ao Brasil e liderou uma frente para retomada do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), porém a sobrinha de Getúlio Vargas, Ivete Vargas, foi quem assumiu a liderança do partido. A derrota fez com que Brizola fundasse o Partido Democrático Trabalhista (PDT), único partido brasileiro a participar da Internacional Socialista, que teve Brizola como vice-presidente. Logo antes de sua morte, em 2004, foi eleito presidente de honra da organização.

Em 1982, um dos mais famosos casos de tentativa de fraude desgastou ainda mais a relação entre Brizola e Roberto Marinho: o Caso Proconsult, no qual os votos nulos iriam para o maior candidato concorrente ao PDT. O caso foi denunciado e contava com o apoio de Roberto Marinho e da Rede Globo, que apoiara o regime militar, anos antes. Em seu governo, Brizola criou o sambódromo carioca, que anos mais tarde gerou mais uma polêmica com Roberto Marinho. A Globo tinha direito exclusivo para a transmissão do carnaval carioca, porém Brizola quebrou o monopólio e concedeu o direito também a Rede Manchete. Assim, a Globo não transmitiu o carnaval por alguns anos, entretanto logo voltou atrás, devido a queda na audiência.

Em 1989, a Globo fez acusações pessoais contra Brizola em rede nacional. Isso fez com que a popularidade do candidato a presidência caísse, já que liderava as pesquisas presidenciais. Tal fato resultou em um terceiro lugar nas eleições, 0,5% atrás de Luis Inácio Lula da Silva. No segundo turno, Lula perdera as eleições para o candidato Fernando Collor de Melo, do pequeno Partido da Reconstrução Nacional (PRN). O sucesso de Collor aconteceu principalmente pelo fato de ter obtido apoio ferrenho da Rede Globo.

O ápice da discórdia entre Brizola e Rede Globo ocorreu em 1992, quando o político foi chamado de “senil” no jornal O Globo e no Jornal Nacional. Tal ofensa acarretou em um direito de resposta por parte de Brizola, concedido pela justiça. A resposta foi lida por Cid Moreira dois anos mais tarde, em rede nacional. O caso marcou a história da televisão brasileira. Em 1994, mais uma vez o ex-governador teve problemas com acusações da Rede Globo, resolvidas logo em seguida.

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